sábado, 3 de março de 2018

QFD Quality Function Deployment - NOTEBOOK


UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

ESCOLA POLITECNICA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECANICA
ENG 430 – ENGENHARIA DE PRODUTO
PROFESSOR: ABEL RIBEIRO DE JESUS
ALUNOS: ADRIANO S. DOS SANTOS, CARLOS AUGUSTO MOTA DA LUZ, FABIANO BLANCO PEREZ








QFD
Quality Function Deployment

NOTEBOOK






Sumário


Parte A – QFD

1. Introdução

2. Histórico

3. Definição

4. Benefícios

5. Ciclos PDCA

6. Kano Model

Parte B – QFD do NOTEBOOK


1. Metodologia Aplicada

1.1 Brainstorming – QE

1.2 Pesquisa do Grau de Importância

1.3 Escolha das Marcas Mais Votadas

1.4 Nova pesquisa – Pontuações das marcas

1.5 Elaboração da Matriz da Qualidade – QFD


2. Matriz

3. Conclusão


Parte A – QFD

1.    Introdução

Hoje, a conjuntura mundial vive contínuas e rápidas mudanças, diferentes de tudo que ocorreu no passado, caminhando para uma nova era.

 A revolução tecnológica, a internacionalização e a setorização da indústria estão causando profunda mudança no ambiente mundial, mudança essa que transformou a estrutura da própria indústria e do consumo. Tudo isso e mais a diversificação do mercado, a alteração dos valores e preferências vêm causando enormes transformações no comportamento dos consumidores. Além disso, as empresas se encontram dentro de um ambiente econômico que vem sofrendo bruscas transformações, que implicam a sua própria sobrevivência, tais como: conflito comercial com outros países, valorização do iene seguida da sua desvalorização, recente crise no Oriente Médio, etc... 

Na verdade as pessoas não compram produtos; elas compram a satisfação de suas necessidades. O QFD mostra que existe um método para atingir a satisfação dos clientes através de novos produtos e assim conseguir melhores resultados para a empresa. É possível projetar um produto a um custo competitivo e que seja disputado pelo mercado.

2.    Histórico

Surgido no Japão no final da década de sessenta, o QFD teve como objetivo incial o apoio a projetos de navios de grande porte – Mitsubishi Heavy Industry Sipvards (super petroleiros). Em 1972 foram publicadas pela Mitsubishi em revistas especializadas, tabelas da qualidade.


Em 1969, o Professor Shigeru Mizuno, professor do Tokyo Institute of Technology e consultor da Toyota Motor Company , ao perceber que o processo de gestão do desenvolvimento de produtos sofria de deficiências, conclamou seus colegas a colocarem esforços na tentativa de formular um método mais apropriado que pudesse superar essas deficiências do método utilizado até então. Finalmente em 1978, Shigeru Mizuno e Yogi Akao publicaram um livro tratando do tema: "Hinshitsu kino tenkai". E assim foi dado o início nessa poderosa ferramenta da qualidade, que é a matriz QFD.


Em 1983 o movimento chega aos Estados Unidos da América pelas mãos das pioneiras: Ford Motor Company e a Xerox. No entanto, a abordagem Americana do QFD difere da abordagem dada pelos Japoneses. No Brasil, apesar de tardia – 1987 – a chegada desse novo conceito fora determinante para o movimento do QFD no estilo Japonês no país, e logo se tornou o segundo maior do mundo depois do Japão. A Fundação Christiano Ottoni foi a responsável por primeiro utilizar essa ferramenta no país.

Atualmente, o QFD já é utilizado por todo o mundo nas mais diversas aplicações: de indústrias de serviço, passando pelo ensino, chegando, inclusive à saúde.

3.    Definição

Segundo AKAO(1990), QFD é a conversão dos requisitos do consumidor em características de qualidade do produto e o desenvolvimento da qualidade de projeto para o produto acabado através de desdobramentos sistemáticos das relações entre os requisitos do consumidor e as características do produto. Esses desdobramentos iniciam-se com cada mecanismo e se estendem para cada componente ou processo. A qualidade global do produto será formada através desta rede de relações.

4.    Benefícios

Redução do tempo de desenvolvimento do produto.
Redução do custo de desenvolvimento do produto.
Redução das reclamações.
Melhor atendimento às necessidades e aos desejos dos clientes.

5.    Ciclo PDCA


6.    Kano Model


Parte B – QFD do NOTEBOOK


1.    Metodologia Aplicada

1.1. Brainstorming – QE

O Brainstorming foi a primeira etapa da pesquisa feita para alimentar a Matriz QFD. Fez-se a seguinte pergunta a um grupo de pessoas:
O que você espera de um NOTEBOOK? Liste todas as características que lembrar.

Todos fizeram sua relação, denominadas QUALIDADE EXIGÍVEL - QE. Esta é uma avaliação subjetiva e não técnica, constando do que o cliente espera do produto.


  • Rapidez no processamento
  • Ser leve
  • Design Bonito
  • Bom espaço em HD
  • Ter boa autonomia de alimentação
  • Ter boa resolução no monitor
  • Ser bivolt
  • Ser pequeno
  • Ter boa qualidade no som
  • Ser resistente a impacto
  • Ter boa velocidade de comunicação
  • Ter boa quantidade de conexões
  • Ter um bom pacote de software
  • Ser fácil de manusear
  • Drives

1.2. Método KJ

De acordo com o método KJ, agrupamos as exigências através de suas características semelhantes. Abaixo segue o agrupamento.


Carcteristicas Físicas
1
DESIGN
2
PEQUENO
3
FÁCIL DE MANUSEAR
4
LEVEZA
5
RESISTENCIA A IMPACTO
Hardware
6
RAPIDEZ NO PROCESSAMENTO
7
BOM ESPAÇO EM HD
8
BOA VELOCIDADE DE COMUNICAÇÃO
9
BOA QUANTIDADE DE CONEXÕES
10
BOA QUALIDADE DE SOM
11
DRIVES
12
BOA RESOLUÇAO NO MONITOR
Software
13
BOM PACOTE DE SOFTWARE
Alimentação
14
BIVOLT
15
BOA AUTONOMIA DE ALIMENTAÇÃO


1.3. Pesquisa do Grau de Importância

Com as QEs coletadas e agrupadas, um questionário foi elaborado para que uma pesquisa do grau de importância de cada uma das QEs listadas pudessem ser votados. Este questionário também procurou entender o perfil da amostra considerada, para que o público alvo pudesse também ser determinado. Este questionário tem por finalidade avaliar a satisfação do cliente em relação ao NOTEBOOK .




Identificação do cliente:

1-    Sexo:
        Masculino     Feminino

2-    Idade:

         Ate 20 anos  De 21 a 30   De 31 a 40   De 41 a 50  Acima de 50.

3-    Possui notebook:

       Sim     Não

4-    Fator que mais influencia na compra:

      .                                                                                                                       .

5-    Marcas mais conhecidas:

Na Parte B – Grau de Importância, foi pedido que o consumidor votasse cada uma das características como sendo 5 - MUITO IMPORTANTE; 4 - IMPORTANTE; 3 - MÉDIA IMPORTÂNCIA; 2 - POUCO IMPORTANTE; 1 - SEM IMPORTÂNCIA. No entanto, essa escolha não pode ser feita de forma aleatória.

O consumidor fora orientado a votar inicialmente nas características muito importante e nas sem importânica, para em seguida determinar as características intermediárias. Isso é feito com o objetivo de forçar o cliente a dar uma maior importância aos extremos dessa pesquisa de forma a garantir que o consumidor não se canse antes do final do questionário sem indicar de forma precisa e pensada suas reais observações no que tange o produto. Além dessa medida, também é indicado ao cliente um número a seguir de quantidades a serem assinaladas em cada ítem, de forma que o cliente não dê muita importância a ítens que na realidade não iriam nem observar no momento da compra, ou até durante o uso.

A tabela abaixo mostra a frequência das respostas obtidas com o questionário de grau de importância.  



1
2
3
4
5

TOTAL
RAPIDEZ NO PROCESSAMENTO
0
0
5
13
22
5
40
LEVEZA
2
8
18
8
4
3
40
DESIGN
7
15
8
5
5
2
40
BOM ESPAÇO EM HD
0
1
6
12
21
5
40
BOA AUTONOMIA DE ALIMENTAÇÃO
0
3
6
17
14
4
40
BOA RESOLUÇAO NO MONITOR
5
7
13
8
7
3
40
BIVOLT
1
2
6
17
14
4
40
PEQUENO
3
5
18
8
6
3
40
BOA QUALIDADE DE SOM
12
15
9
2
2
2
40
RESISTENCIA A IMPACTO
5
6
21
5
3
3
40
BOA VELOCIDADE DE COMUNICAÇÃO
1
3
7
19
10
4
40
BOA QUANTIDADE DE CONEXÕES
4
6
8
12
10
4
40
BOM PACOTE DE SOFTWARE
3
8
7
13
9
4
40
FÁCIL DE MANUSEAR
5
7
13
8
7
3
40
DRIVES
4
6
8
12
10
4
40


1.4.  Escolha das Marcas Mais Votadas

          A partir dos dados coletados no questionário, fora possível    determinar as marcas mais votadas. As marcas foram TOSHIBA, HP e SONY. Adotamos TOSHIBA como a nossa marca e as outras duas como nossos maiores concorrentes.


1.5. Nova Pesquisa – pontuação das marcas

    Definidas as marcas foi elaborado um novo questionário em que se votava no grau de satisfação do cliente em cada um dos ítens para cada uma das marcas. Abaixo segue tabela com a avaliação dada as três respectivas marcas.



NOSSA EMPRESA
SONY
HP
1
DESIGN
4
5
4
2
PEQUENO
5
2
3
3
FÁCIL DE MANUSEAR
4
5
4
4
LEVEZA
5
2
4
5
RESISTENCIA A IMPACTO
3
5
4
6
RAPIDEZ NO PROCESSAMENTO
3
4
4
7
BOM ESPAÇO EM HD
3
4
4
8
BOA VELOCIDADE DE COMUNICAÇÃO
4
4
3
9
BOA QUANTIDADE DE CONEXÕES
5
4
4
10
BOA QUALIDADE DE SOM
2
5
4
11
DRIVES
3
4
5
12
BOA RESOLUÇAO NO MONITOR
3
3
4
13
BOM PACOTE DE SOFTWARE
3
4
4
14
BIVOLT
5
5
5
15
BOA AUTONOMIA DE ALIMENTAÇÃO
3
3
3


1.6. Elaboração da Matriz da Qualidade – QFD
A partir desses dados coletados, tornou-se possível montar a Matriz da Qualidade – QFD.

2.    Matriz QFD

A matriz de qualidade foi elaborada de acordo com as etapas relacionadas a seguir. Após a pesquisa da qualidade exigida estas foram agrupadas e inseridas na matriz em dois níveis. As características de qualidade foram levantadas de acordo com dados técnicos do produto que poderiam ser modificados no processo produtivo para atender às necessidades dos clientes. O grau de importância foi inserido juntamente com as pontuações para a nossa marca e as dos concorrentes. Com isso, pudemos determinar a nossa qualidade planejada, a razão de melhoria, o argumento de venda e calcular os pesos absolutos e relativos para cada QE. Depois foram feitas as correlações das QE com as CQ e dadas as pontuações 1, 3 e 9 respectivamente para fraca correlação, média correlação e forte correlação. A partir daí calculou-se os novos pesos absolutos e relativos para se determinar a QUALIDADE PROJETADA que é o objetivo da matriz de qualidade.
Em anexo a Matriz.

3.    Conclusão

Em relação à melhorias do produto pode ser tirada com base nos itens que têm os maiores pesos relativos, ou seja, os que tem maior impacto na qualidade do produto. Esses itens foram:

Modelo
HD
Memória RAM
Processador
CD-RW/DVD-RW

Bibliografia


1.    QFD – Planejamento da Qualidade

Fundação Christiano Ottoni


2.    Norma de Procedimento – Vergalhão Caraíba

3.    Introdução ao Desdobramento da Qualidade

Yoji Akao




 





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