UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA POLITECNICA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECANICA
ENG 430 – ENGENHARIA DE PRODUTO
PROFESSOR: ABEL RIBEIRO DE JESUS
ALUNOS: ADRIANO S. DOS SANTOS, CARLOS AUGUSTO MOTA DA LUZ, FABIANO
BLANCO PEREZ
QFD
Quality
Function Deployment
NOTEBOOK
Sumário
Parte A – QFD
1. Introdução
2. Histórico
3. Definição
4. Benefícios
5. Ciclos PDCA
6. Kano Model
Parte B – QFD do NOTEBOOK
1. Metodologia Aplicada
1.1 Brainstorming
– QE
1.2 Pesquisa
do Grau de Importância
1.3 Escolha
das Marcas Mais Votadas
1.4 Nova
pesquisa – Pontuações das marcas
1.5 Elaboração
da Matriz da Qualidade – QFD
2. Matriz
3. Conclusão
Parte A – QFD
1.
Introdução
Hoje, a conjuntura mundial vive
contínuas e rápidas mudanças, diferentes de tudo que ocorreu no passado,
caminhando para uma nova era.
A revolução tecnológica, a internacionalização
e a setorização da indústria estão causando profunda mudança no ambiente
mundial, mudança essa que transformou a estrutura da própria indústria e do
consumo. Tudo isso e mais a diversificação do mercado, a alteração dos valores
e preferências vêm causando enormes transformações no comportamento dos
consumidores. Além disso, as empresas se encontram dentro de um ambiente
econômico que vem sofrendo bruscas transformações, que implicam a sua própria
sobrevivência, tais como: conflito comercial com outros países, valorização do
iene seguida da sua desvalorização, recente crise no Oriente Médio, etc...
Na verdade as pessoas não compram
produtos; elas compram a satisfação de suas necessidades. O QFD mostra que
existe um método para atingir a satisfação dos clientes através de novos
produtos e assim conseguir melhores resultados para a empresa. É possível
projetar um produto a um custo competitivo e que seja disputado pelo mercado.
2.
Histórico
Surgido no Japão no final da década de sessenta, o QFD teve como objetivo incial o apoio a projetos de navios de grande porte – Mitsubishi Heavy Industry Sipvards (super petroleiros). Em 1972 foram publicadas pela Mitsubishi em revistas especializadas, tabelas da qualidade.
Em 1969, o Professor Shigeru Mizuno, professor do
Tokyo Institute of Technology e consultor da Toyota Motor Company , ao perceber
que o processo de gestão do desenvolvimento de produtos sofria de deficiências,
conclamou seus colegas a colocarem esforços na tentativa de formular um método
mais apropriado que pudesse superar essas deficiências do método utilizado até
então. Finalmente em 1978, Shigeru Mizuno e Yogi Akao publicaram um livro
tratando do tema: "Hinshitsu kino tenkai". E assim foi dado o início
nessa poderosa ferramenta da qualidade, que é a matriz QFD.
Em 1983 o movimento chega aos Estados Unidos da América
pelas mãos das pioneiras: Ford Motor Company e a Xerox. No entanto, a abordagem
Americana do QFD difere da abordagem dada pelos Japoneses. No Brasil, apesar de tardia – 1987 – a
chegada desse novo conceito fora determinante para o movimento do QFD no estilo
Japonês no país, e logo se tornou o segundo maior do mundo depois do Japão. A
Fundação Christiano Ottoni foi a responsável por primeiro utilizar essa
ferramenta no país.
Atualmente, o QFD já é utilizado por todo o mundo nas
mais diversas aplicações: de indústrias de serviço, passando pelo ensino,
chegando, inclusive à saúde.
3.
Definição
Segundo
AKAO(1990), QFD é a conversão dos requisitos do consumidor em características
de qualidade do produto e o desenvolvimento da qualidade de projeto para o
produto acabado através de desdobramentos sistemáticos das relações entre os
requisitos do consumidor e as características do produto. Esses desdobramentos
iniciam-se com cada mecanismo
e se estendem para cada componente ou processo. A qualidade global do produto
será formada através desta rede de relações.
4.
Benefícios
Redução
do tempo de desenvolvimento do produto.
Redução
do custo de desenvolvimento do produto.
Redução
das reclamações.
Melhor
atendimento às necessidades e aos desejos dos clientes.
5.
Ciclo
PDCA
6. Kano
Model
Parte B – QFD do
NOTEBOOK
1.
Metodologia
Aplicada
1.1. Brainstorming – QE
O Brainstorming foi a primeira etapa da pesquisa feita
para alimentar a Matriz QFD. Fez-se a seguinte pergunta a um grupo de pessoas:
O que você espera de um NOTEBOOK?
Liste todas as características que lembrar.
Todos fizeram sua relação, denominadas
QUALIDADE EXIGÍVEL - QE. Esta é uma avaliação subjetiva e não técnica,
constando do que o cliente espera do produto.
- Rapidez no processamento
- Ser leve
- Design Bonito
- Bom espaço em HD
- Ter boa autonomia de alimentação
- Ter boa resolução no monitor
- Ser bivolt
- Ser pequeno
- Ter boa qualidade no som
- Ser resistente a impacto
- Ter boa velocidade de comunicação
- Ter boa quantidade de conexões
- Ter um bom pacote de software
- Ser fácil de manusear
- Drives
1.2. Método KJ
De acordo com o método KJ, agrupamos
as exigências através de suas características semelhantes. Abaixo segue o
agrupamento.
Carcteristicas
Físicas
|
1
|
DESIGN
|
2
|
PEQUENO
|
|
3
|
FÁCIL DE
MANUSEAR
|
|
4
|
LEVEZA
|
|
5
|
RESISTENCIA
A IMPACTO
|
|
Hardware
|
6
|
RAPIDEZ
NO PROCESSAMENTO
|
7
|
BOM
ESPAÇO EM HD
|
|
8
|
BOA
VELOCIDADE DE COMUNICAÇÃO
|
|
9
|
BOA
QUANTIDADE DE CONEXÕES
|
|
10
|
BOA
QUALIDADE DE SOM
|
|
11
|
DRIVES
|
|
12
|
BOA
RESOLUÇAO NO MONITOR
|
|
Software
|
13
|
BOM
PACOTE DE SOFTWARE
|
Alimentação
|
14
|
BIVOLT
|
15
|
BOA
AUTONOMIA DE ALIMENTAÇÃO
|
1.3. Pesquisa do Grau de Importância
Com as QEs coletadas e agrupadas, um questionário foi elaborado para que uma pesquisa do grau de importância de cada uma das QEs listadas pudessem ser votados. Este questionário também procurou entender o perfil da amostra considerada, para que o público alvo pudesse também ser determinado. Este questionário tem por finalidade avaliar a satisfação do cliente em relação ao NOTEBOOK .
Identificação do cliente:
1-
Sexo:
Masculino Feminino
2-
Idade:
Ate 20 anos De 21 a 30 De 31 a 40 De 41 a 50 Acima de 50.
3-
Possui
notebook:
Sim Não
4-
Fator
que mais influencia na compra:
. .
5-
Marcas
mais conhecidas:
Na Parte B – Grau de Importância, foi pedido que o consumidor votasse cada uma das características como sendo 5 - MUITO IMPORTANTE; 4 - IMPORTANTE; 3 - MÉDIA IMPORTÂNCIA; 2 - POUCO IMPORTANTE; 1 - SEM IMPORTÂNCIA. No entanto, essa escolha não pode ser feita de forma aleatória.
O consumidor fora orientado a votar inicialmente nas
características muito importante e nas sem importânica, para em seguida
determinar as características intermediárias. Isso é feito com o objetivo de
forçar o cliente a dar uma maior importância aos extremos dessa pesquisa de
forma a garantir que o consumidor não se canse antes do final do questionário
sem indicar de forma precisa e pensada suas reais observações no que tange o
produto. Além dessa medida, também é indicado ao cliente um número a seguir de
quantidades a serem assinaladas em cada ítem, de forma que o cliente não dê
muita importância a ítens que na realidade não iriam nem observar no momento da
compra, ou até durante o uso.
A
tabela abaixo mostra a frequência das respostas obtidas com o questionário de
grau de importância.
1
|
2
|
3
|
4
|
5
|
TOTAL
|
||
RAPIDEZ NO PROCESSAMENTO
|
0
|
0
|
5
|
13
|
22
|
5
|
40
|
LEVEZA
|
2
|
8
|
18
|
8
|
4
|
3
|
40
|
DESIGN
|
7
|
15
|
8
|
5
|
5
|
2
|
40
|
BOM ESPAÇO EM HD
|
0
|
1
|
6
|
12
|
21
|
5
|
40
|
BOA AUTONOMIA DE ALIMENTAÇÃO
|
0
|
3
|
6
|
17
|
14
|
4
|
40
|
BOA RESOLUÇAO NO MONITOR
|
5
|
7
|
13
|
8
|
7
|
3
|
40
|
BIVOLT
|
1
|
2
|
6
|
17
|
14
|
4
|
40
|
PEQUENO
|
3
|
5
|
18
|
8
|
6
|
3
|
40
|
BOA QUALIDADE DE SOM
|
12
|
15
|
9
|
2
|
2
|
2
|
40
|
RESISTENCIA A IMPACTO
|
5
|
6
|
21
|
5
|
3
|
3
|
40
|
BOA VELOCIDADE DE COMUNICAÇÃO
|
1
|
3
|
7
|
19
|
10
|
4
|
40
|
BOA QUANTIDADE DE CONEXÕES
|
4
|
6
|
8
|
12
|
10
|
4
|
40
|
BOM PACOTE DE SOFTWARE
|
3
|
8
|
7
|
13
|
9
|
4
|
40
|
FÁCIL DE MANUSEAR
|
5
|
7
|
13
|
8
|
7
|
3
|
40
|
DRIVES
|
4
|
6
|
8
|
12
|
10
|
4
|
40
|
1.4. Escolha das Marcas Mais Votadas
A partir dos dados coletados no questionário, fora
possível determinar as marcas mais votadas. As marcas foram TOSHIBA, HP e
SONY. Adotamos TOSHIBA como a nossa marca e as outras
duas como nossos maiores concorrentes.
1.5. Nova Pesquisa – pontuação das marcas
Definidas as marcas foi elaborado um novo
questionário em que se votava no grau de satisfação do cliente em cada um dos
ítens para cada uma das marcas. Abaixo segue tabela com a avaliação dada as
três respectivas marcas.
NOSSA EMPRESA
|
SONY
|
HP
|
||
1
|
DESIGN
|
4
|
5
|
4
|
2
|
PEQUENO
|
5
|
2
|
3
|
3
|
FÁCIL DE
MANUSEAR
|
4
|
5
|
4
|
4
|
LEVEZA
|
5
|
2
|
4
|
5
|
RESISTENCIA
A IMPACTO
|
3
|
5
|
4
|
6
|
RAPIDEZ
NO PROCESSAMENTO
|
3
|
4
|
4
|
7
|
BOM
ESPAÇO EM HD
|
3
|
4
|
4
|
8
|
BOA
VELOCIDADE DE COMUNICAÇÃO
|
4
|
4
|
3
|
9
|
BOA
QUANTIDADE DE CONEXÕES
|
5
|
4
|
4
|
10
|
BOA
QUALIDADE DE SOM
|
2
|
5
|
4
|
11
|
DRIVES
|
3
|
4
|
5
|
12
|
BOA
RESOLUÇAO NO MONITOR
|
3
|
3
|
4
|
13
|
BOM
PACOTE DE SOFTWARE
|
3
|
4
|
4
|
14
|
BIVOLT
|
5
|
5
|
5
|
15
|
BOA
AUTONOMIA DE ALIMENTAÇÃO
|
3
|
3
|
3
|
1.6. Elaboração da Matriz da Qualidade –
QFD
A partir desses dados coletados,
tornou-se possível montar a Matriz da Qualidade – QFD.
2.
Matriz
QFD
A matriz de qualidade foi elaborada de
acordo com as etapas relacionadas a seguir. Após a pesquisa da qualidade
exigida estas foram agrupadas e inseridas na matriz em dois níveis. As
características de qualidade foram levantadas de acordo com dados técnicos do
produto que poderiam ser modificados no processo produtivo para atender às
necessidades dos clientes. O grau de importância foi inserido juntamente com as
pontuações para a nossa marca e as dos concorrentes. Com isso, pudemos
determinar a nossa qualidade planejada, a razão de melhoria, o argumento de
venda e calcular os pesos absolutos e relativos para cada QE. Depois foram feitas
as correlações das QE com as CQ e dadas as pontuações 1, 3 e 9 respectivamente
para fraca correlação, média correlação e forte
correlação. A partir daí calculou-se os novos pesos absolutos e relativos para
se determinar a QUALIDADE PROJETADA que é o objetivo da matriz de qualidade.
Em anexo a Matriz.
3.
Conclusão
Em relação à melhorias do produto pode
ser tirada com base nos itens que têm os maiores pesos relativos, ou seja, os
que tem maior impacto na qualidade do produto. Esses itens foram:
Modelo
HD
Memória RAM
Processador
CD-RW/DVD-RW
Bibliografia
1. QFD – Planejamento da Qualidade
Fundação
Christiano Ottoni
2. Norma de Procedimento – Vergalhão
Caraíba
3. Introdução ao Desdobramento da
Qualidade
Yoji Akao

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